Aceitando as diversidades
Com o avanço tecnológico dos meios de transporte,o advento da internet e a ampliação das redes televisivas, conhecer novos costumes, novas culturas, tornou-se fácil e corriqueiro. No entanto, o fato de conhecer diversas culturas pouco alterou a característica da sociedade de adotar apenas uma perspectiva como verdadeira, como absoluta. Essa característica pauta-se em um pensamento unilateral, presente, também, na pós-modernidade, o qual dificulta o convívio social, visto que estimula a intolerância.
Desde a colonização da América, há a supervalorização, neste continente, da cultura europeia em detrimento das nativas. Em 1884, no Congresso de Berlim, começava a intensificar-se o mesmo processo na África e na Asia. Recentemente, houve também a supervalorização da cultura estadosunidense e, devido à globalização, a influência dessas culturas está crescendo exponencialmente. Hoje, por exemplo, chineses gastam grande parte de seus salários em cirurgias plásticas a fim de “ganhar” traços ocidentais.
Além disso, esse processo, no qual uma cultura é apresentada como melhor do que outra, resulta em uma tentativa de monopólio ideológico e cultural e este, por sua vez, pode implicar a intolerância com os demais grupos de costumes divergentes, dificultando, assim , o convívio intercultural. Em outras palavras, trata-se de um processo no qual a valorização de uma perspectiva acarreta a marginalização das outras perspectivas existentes. Na França, por exemplo, ao se proibir a burca, houve a inferiorização da cultura muçulmana, a qual acarretou um forte conflito social entre as divergentes parcelas da sociedade francesa.
Porém, os que consideram apenas uma visão de mundo como correta, esquecem que não existe cultura absoluta, todas são relativas. Se nos Estados Unidos oferecer “gorjeta”é um ato de gratidão, no Japão é considerado um insulto. Se na França é costume utilizar talher, na China é costume utilizar hachi. Isso não significa, contudo, a superioridade de uma cultura em relação a outra, significa ,simplesmente, que são diferentes. Portanto, tendo em vista a diversidade como inerente à sociedade humana, uma possível estratégia para se evitar conflitos sociais e possibilitar, por conseguinte, um melhor convívio entre a população mundial, é aceitar essa diversidade e entendê-la como relativa.
Apesar de alguns grupos não concordarem, a diversidade cultural é intrínseca à condição humana. A fim de se conviver melhor no mundo globalizado, pois, é necessário haver a aceitação das diferenças culturais existentes em detrimento da imposição de uma perspectiva.
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